segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O desejo era nítido em seu olhar… e que olhar… Quanta magia na direção do olhar… Havia um quê, um algo mais solto no ar… Igual a perfume: Volátil, efêmero, marcante e sedutor.

Os olhares gritavam feito papo de surdo e mudo. Era tanta falta de entendimento, era tão claro, era tanto conhecimento, era a sua situação. Tudo pseudamente denunciado pela linguagem corporal. Pois é, esqueceu que o corpo fala? O dele então, é quase um fofoqueiro, fala demais, até o que não queria… não é mesmo?

O corpo dela se tornou um imã para ele: “onde você estiver, meu corpo vai te seguir”

Agora justifica-se o descompromisso, mesmo quando quer se comprometer.

Devagar, ela observa a boca dele denunciar todas as mentiras... saborosas de engolir, mas difíceis de digerir… engorda o ego, mas não faz bem para a circulação…

(Passo para primeira pessoa do singular… que rima com prioridade…)

Eis o melhor (e o pior) de mim. Involuntarimente deixo você acreditar que eu acredito em todas suas mentiras… doces mentiras...

Porque observo atentamente através de um poderoso caledoscópio, aproximando aquilo que aparentemente é distante… É bom olhar de fora, melhor ainda é olhar para dentro. Vejo tudo o que desconfio, mas não me preocupo… Aliás, me preocupo (e muito) quando vejo quem não consigo me preocupar com nada que vejo.



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