segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Sem título

Olha...
É meio furado, eu sei... esse barco, é meio furado...
Eu sei que você também sabe disso, mas talvez a gente não queira parar, a gente queira entrar e remar.
Se eu te vi remar, vou ter vontade de remar também.
Desse jeito, eu posso até entrar no barco, mesmo sem saber nadar... basta me pedir do jeito certo e me provar que pode me salvar caso eu precise, que eu entro.
Mas, sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Eu entro nesse barco com você, mas me prometa que vai remar também!
Eu abandono meus medos, meu passado, dores e cicatrizes. Sou capaz até de ir para academia. Mas você tem que prometer que vai remar com vontade!
Eu aprendo sobre política internacional, budismo e déficit de atenção. Aprendo a surfar, como eu sempre quis e tinha tanto medo... Mas você tem que remar também.
porém, acho que devo avisar: EU DESISTO FÁCIL... e talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco. Se o barco estiver furado, a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças, enquanto existir possibilidades...
Vamos nos permitir, para que essa viagem não seja à toa, que vala a pena. Que por nós vale a pena remar... remar e até um dia, quem sabe: re-amar. Contudo, juntos!

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