terça-feira, 31 de agosto de 2010

domingo, 29 de agosto de 2010

Arroz com brócolis

Almoço sem graça, internet fraca, pensamento em outra cidade, filmes instigantes, livro fascinante, preguiça acompanhante, exercícios fadigantes, sorvete derretido, saudade dos amigos, cobertura de caramelo, chocolates espalhado pela casa, conversas estimulantes, esperando um milagre, um varal quebrado, documentários em outra língua, um estômago virado, arrumação do quarto, arrumando a vida...

Onde estou agora?

... um concurso perdido, outro concurso válido, uma dúvida não respondida, um telefonema recebido, a razão estabelecida, resumos de congresso, resumo de planos, viagem pelo velho mundo, procura de doutorado, procura de quase nada, conselho dos amigos, espelho refletindo...

Onde estarei, agora?

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

12 dicas para arrumar um namorado



Cansada de reclamar que não consegue namorados? Encalhada? SEUS PROBLEMAS ACABARAM!!!
aí vão 12 dicas fundamentais para você sair do caritó!

























O Jardim do vizinho

Feliz do ser humano que sabe valorizar o que vive. Eis uma espécie em extinção. Ninguém é feliz, mas já foi e não sabia. O passado parece sempre maior que o futuro. O presente, como se não existisse, não conta. Os paulistas querem as praias potiguares, os potiguares, a avenida Paulista. Os europeus querem o calor, os brasilerios, o frio. Ninguém quer ficar, todos fugirão assim que juntarem uma grana. O jardim do vizinho é sempre mais verde.

Eis a palavra: fuga. Eis outra palavra: preguiça. Na preguiça de consertar o próprio jardim, foge-se não para o jardim, mas para o quintal do vizinho, sempre mais belo, mais culto, mais pomposo, com mais oportunidades, mais futuro que passado. Até que o quintal do vizinho passe a ser seu. Então descobre-se: a felicidade em seu jardim morava e ninguém sabia.

Feliz do ser humano que sabe se valorizar. A década de oitenta era a década perdida. A década de oitenta virou a década boa. Os anos dois mil querem os anos 80. Os anos 80 querem se atualizar, mas não conseguem. A década do vizinho é sempre mais bela, mais culta, mais pomposa, com mais oportunidades, mais futuro que passado.

Feliz do ser humano que sabe valorizar o próprio tempo e espaço.

Mais do que nunca quer-se o do outro. Menos do que nunca olha-se pro próprio rabo. Cada macaco, com seus rabos desvalorizados, num galho alheio. Talvez por conta da TV, talvez por conta da Internet. Não quero minha vida: quero a vida que me salta aos olhos de dentro desta caixa eletrônica. Quero ser encontrado no Google, sintonizado na cabo, aparecer no Fantástico, bater papo com o Pedro Bial. Não quero o nascer-crescer-reproduzir-morrer. Nasci em Macau: quero Natal. Nasci em Natal: quero Recife. Nasci em Recife: quero São Paulo. Nasci em São Paulo: quero Londres. Nasci em Londres: quero Natal. Aproveito e passo uns dias em Macau.

Quero o que não me pertence para, quando sob minhas posses, entender que o que me fazia feliz era o que já me pertencia desde o início. Quero o que não me pertence por medo de olhar-me no espelho. Por preguiça de consertar meu próprio espelho. Quero viver a vida que não me pertence.

Feliz do ser humano que quer viver (e vive) a própria vida.

 
Marlus Apyus

domingo, 22 de agosto de 2010

Tradição mantida =]

Depois de perder, novamente, de 3 a 0 para o Corinthians, os bambis ainda tem que ver essa:


Para que o dia-a-dia não atrapale o cotidiano

Conforme envelhecemos as coisas começam a se repetir - as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações, -.... enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.

Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.

Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a... ROTINA

A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.

Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M (Mude e Marque).

Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos.
Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas.

Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).

Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais.

Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.

Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.

Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes.

Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes.

Seja diferente.

Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos.. . em outras palavras...

V-I-V-A. !!!

Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo.

E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o... do que a maioria dos livros da vida que existem por aí.

Cerque-se de amigos.

Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.

Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é?

Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.

E S CR EVA em tAmaNhos diFeRenTes e em CorES di fE rEn tEs !


CRIE, RECORTE, PINTE, RASGUE, MOLHE, DOBRE, PICOTE, INVENTE, REINVENTE...





artigo de Airton Luiz Mendonça

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Aqui - aí - acolá!

Estágio para o inferno... de tão quente a cidade, às vezes, acho que estou fazendo só um estágio para o inferno. Isso tem me obrigado a tomar 04/05 banhos por dia e ir contra toda a filosofia que levantei por anos da pegada ecológica:

“para economizarmos água, basta dois banhos por dia, de 05 minutos cada.”


Nada, aqui para sobreviver a temperatura média, que em sombra é de 39°, lavo meu cabelo em todos os banhos... só assim consigo sair do banheiro e permanecer tranquilamente por 05 minutos nos cômodos da casa.

É, eu sei, é péssimo dormir lambuzada pelos quilos de hidratante que tenho que passar... mas, fazer o quê? a pele da gente fica igual ao chão da caatinga em época de seca, que, por sinal, é o bioma local. Quem manda passar no concurso que a cidade fica no centro do polígono das secas? De tão seco o ar, já sangrei uma vez pelo nariz... Tem o lado otimista também, sempre quando alguém me vê reclamando, diz: “Vá se acostumando, esse é o período mais frio da cidade”. Pois é, cheguei no inverno, no frio...

Frio?

Nem dentro do freezer, quando resolvo enrolar a mulherzinha na sorveteria inventando que estou escolhendo os sabores do sorvete e fico abaixando a cabeça para dentro daquele mar de “ice cream”... coitados, nem eles agüentam tanto calor. Derretem-se todo na primeira lambida... Acreditam que agora eu tenho que usar batom? Logo eu, que detesto batom... então, tenho que usar logo daqueles que tem ação hidratante e deixa a boca do tamanho dos meus “pequeninos” olhos... olhos grandes, boca grande... Agora, usa e coloca logo na geladeira, porque nessa cidade, tudo o que é sólido, se derrete... Até meu coração sólido, insensível e que não se importava com nada como jaz dizia minha irmã há alguns anos. Insensibilidade? Já era... Não, isso não é um apelo romântico e espero, nem de longe, ter algum tipo de relacionamento amoroso com algum rapaz dessa cidade.

Mas é conviver com a saudade e com a solidão (sim, porque em toda a cidade eu conheço 01 habitante, que trabalha mais do que eu trabalhava em Natal). Isso tem sido o desafio mais difícil... Mais do que me lambuzar de hidratante à noite, do que tomar os 05 banhos e mandar todo o meu discurso sobre recursos naturais “catar coquinhos”, mas do que está a 06 horas de um bom banho de mar...

Então, me divirto com meus bons companheiros: seriados de TV, internet e Clarice Lispector...
A cidade é boa para trabalhar, e a vejo, profundamente, que ela será só meu local de trabalho. Minha vida mora em Natal e meu céu só pode ser visto em Pipa...

Como tantas outras coisas da minha vida, eu sei... aqui é só de passagem...

Não, não! Não é que aqui seja ruim, é porque era muito melhor! Mas, eu sei... Um dia, eu sei... consiguirei chegar acolá.
Saudades...
...e abençoadas sejam as minhas saudades!

domingo, 15 de agosto de 2010

C est ma vie

Instintivamente…

sem detalhes burgueses…

carros, carpetes, candelabros…

sem declarações parcialmente insinceras…

sem nenhuma frase formulada ou exigência preexistente…

sem expectativas de perfeição, necessidade de sobressaltos estéticos ou estímulos verbais…

sem nada que enfeite ou disfarce aquela inexplicável nudez dos silêncios assustados…

só em linha reta, encurtando o caminho entre dois pontos…

só com sexto sentido e brilho nos olhos…

Simple aimez ceci…


Simples assim…

...assim mesmo

Muitas vezes as pessoas são egocêntricas, ilógicas e insensatas.
Perdoe-as assim mesmo.

Se você é gentil, as pessoas podem acusá-lo de egoísta, interesseiro.
Seja gentil, assim mesmo.

Se você é um vencedor, terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros.
Vença assim mesmo.

Se você é honesto e franco, as pessoas podem enganá-lo.
Seja honesto assim mesmo.

O que você levou anos para construir, alguém pode destruir de uma hora para outra.
Construa assim mesmo.

Se você tem Paz e é Feliz, as pessoas podem sentir inveja.
Seja Feliz assim mesmo.

Dê ao mundo o melhor de você, mas isso pode nunca ser o bastante.
Dê o melhor de você assim mesmo.

Veja que, no final das contas, nunca foi entre você e as outras pessoas.

É entre você e DEUS.

Madre Tereza de Calcutá

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Sem título

Olha...
É meio furado, eu sei... esse barco, é meio furado...
Eu sei que você também sabe disso, mas talvez a gente não queira parar, a gente queira entrar e remar.
Se eu te vi remar, vou ter vontade de remar também.
Desse jeito, eu posso até entrar no barco, mesmo sem saber nadar... basta me pedir do jeito certo e me provar que pode me salvar caso eu precise, que eu entro.
Mas, sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Eu entro nesse barco com você, mas me prometa que vai remar também!
Eu abandono meus medos, meu passado, dores e cicatrizes. Sou capaz até de ir para academia. Mas você tem que prometer que vai remar com vontade!
Eu aprendo sobre política internacional, budismo e déficit de atenção. Aprendo a surfar, como eu sempre quis e tinha tanto medo... Mas você tem que remar também.
porém, acho que devo avisar: EU DESISTO FÁCIL... e talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco. Se o barco estiver furado, a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças, enquanto existir possibilidades...
Vamos nos permitir, para que essa viagem não seja à toa, que vala a pena. Que por nós vale a pena remar... remar e até um dia, quem sabe: re-amar. Contudo, juntos!