Como assim? Apaixonado? Brilhos nos olhos?
Ausência de chão?
Noooooossa! Que coisa sensacional!
Como? Ruim? Por que é ruim? Ah... Manter o domínio? De que? Para que?
Pois ouça um bom conselho...
Pior do que sentir o aperto da saudade é não sentir a sede de poder se afogar...
Pior do que empenhar a própria alma para o outro, é não conseguir se entregar...
Pior do que o medo de atropelar sonhos duplos e desviá-los para realizá-los sozinhos é não ter tido devaneios para realizá-los com alguém...
Ruim é não experimentar os silêncios compartilhados...
As úlceras sentimentais, na realidade, são estragos da nossa dificuldade de aceitar o “nunca mais” e esquece brindes incríveis que um bom relacionamento nos proporcionou: projetos que nos fizeram sonhar alto, o calor humano de dormir juntinho... a vontade de se sentir uma pessoa melhor, uma pessoa mais bonita, mais livre, mais presa, mais paciente, feliz...
...daquela vontade de virar lagartixa para vê o outro jogar na parede... da vontade de sentir-se protegido pelo outro, pedindo colo quando sente aquele olhar cheio de carinho...
Péssimo é não sentir intensidade nos relacionamentos... pior ainda é continuar em relacionamentos falidos porque “se dão bem”...
Chato é não dividir segredos...
É não sentir saudade...
Ruim é não ficar surdo do ouvido, cego do olho... é não conseguir roer até o osso.
É não ter muito mais do outro do que de você mesmo... É saber que nada de você resta mim...
Então, amigo, siga meu conselho: Se você sente, fica e tem, VIVA. Fugir de sofrimento é desperdiçar a felicidade.
Então... apaixone-se, seduza, aposte, conquiste, reconquiste... Cative aquela pessoa que conseguiu, de uma maneira irrefletida, fazer uma erupção de todos os seus sentidos. Mas faça isso todos os dias, conquistando várias vezes, diariamente, como se todos os dias fosse a primeira vez...
Porque pior do que sofrer por ter amado, é sofrer por não conseguir amar.